Você alguma vez já torceu seu tornozelo?

As entorses de tornozelo são algumas das lesões musculoesqueléticas mais comuns, podendo afetar entre 15% – 25% da população que pratica algum tipo de atividade física, principalmente em esportes que envolvem corrida, saltos, aterrisagem e mudanças de direção.

Tipos de entorse

Elas podem ocorrer por dois movimentos distintos, inversão (pé para dentro) ou eversão (pé para fora), sendo a entorse em inversão a mais vista (80% – 85% de todas as entorses).

entorse

 

 

 

Fatores de predisposição

Alguns fatores que podem predispor a ocorrência de uma entorse de tornozelo:

FATORES INTRÍNSECOS

  • Déficit de mobilidade;
  • Déficit de controle postural;
  • Peso;
  • Tipo de pé (cavo ou varo);
  • Fraqueza ou desbalanço muscular;
  • Preparo cardiorrespiratório;
  • ENTORSE PRÉVIA (principal fator).

FATORES EXTRÍNSECOS

  • Tipo de esporte;
  • Nível de jogo;
  • Mecânica de movimento;
  • Calçado;
  • Clima;
  • Terreno / solo;
  • Demanda no treino / trabalho.

Recuperação após entorse

Após um episódio de entorse, a dor diminui rapidamente nas primeiras duas semanas após a lesão. No entanto, há pacientes que relatam sintomas não resolvidos associados a lesões a longo prazo. Em um seguimento de 1 a 4 anos, (5% a 46% dos pacientes ainda sentir dor), (3% a 34% dos pacientes apresentam recorrência entorses) e (33% -55% dos pacientes relatam instabilidade).

A fisioterapia atualmente é capaz de reduzir a taxa de aparecimento desses sintomas, como também identificar possíveis fatores de predisposição da lesão e atuar de forma preventiva.

FASE 1

  • Controle do edema e hematoma
  • Resolução da dor
  • Redução da rigidez articular
  • Início do treinamento de força e equilíbrio

FASE 2

  • Resolução do edema
  • Resolução da rigidez articular
  • Progressão do treinamento de força e equilíbrio
  • Gestual esportivo

FASE 3

  • Aprimoramento do gestual esportivo
  • Equilíbrio muscular
  • Retorno as atividades

Se você já sofreu uma entorse ou deseja se prevenir entre em contato com algum dos fisioterapeutas da Meraki.

 

Leia mais: Como a fisioterapia esportiva pode ajudar na prevenção de lesões nos atletas

Referências bibliográficas:

  1. Beakley CM, Taylor JB, Dischiavi SL, Doherty C, Delahunt E. Rehabilitation ExercisesReduce Reinjury Post Ankle Sprain, But the Content and Parameters of an OptimalExercise Program Have Yet to Be Established : A Systematic Review and Metaanalysis. PM&R J [Internet]. 2019;100(August):241–50. Available from:https://doi.org/10.1016/j.apmr.2018.10.005
  2. Allet L, Zumstein F, Eichelberger P. Neuromuscular Control Mechanisms DuringSingle-Leg Jump Landing in Sub-acute Ankle Sprain Patients : A Case Control Study.PM&R J. 2016;9(3)(August):241–50.
  3. Weerasekara RMIM., B. TSU, J SH. Contrast Therapy and Heat Therapy in SubacuteStage of Grade I and II Lateral Ankle Sprains. Foot Ankle Spec. 2016;XX(X):307–23.
  4. Van den Bekerom MPJ, Kerkhoffs GMMJ, McCollun GA, Calder JDF, van Dijk CN.Management of acute lateral ankle ligament injury in the athlete. Knee Surg SportTraumatol Arthrosc. 2013;21(6):1390–5.
  5. Hertel J. Functional Anatomy, Pathomechanics, and Pathophysiology of Lateral AnkleInstability. J Athl Train. 2002;37(4):364–75.
  6. van Rijn RM, van Os AG, Bernsen RMD, Luijsterburg PA, Koes BW, Bierma-ZeinstraSM. What Is the Clinical Course of Acute Ankle Sprains? A Systematic LiteratureReview. Am J Med. 2008;121(4):324–31.
  7. Ferran NA, Maffulli N. Epidemiology of Sprains of the Lateral Ankle Ligament Complex. Foot Ankle Clin. 2006;11(3):659–62.
  8. Garrick JG. The frequency of injury , mechanism of injury , and epidemiology of anklesprains *. Am J Sports Med. 1977;5(6):241–2.
  9. Skazalski C, Kruczynski J, Bahr MA, Bere T, Whiteley R, Bahr R. Landing-related ankle injuries do not occur in plantarflexion as once thought : a systematic video analysis of ankle injuries in world-class volleyball. Br J Sport Med. 2018;52(June):74–82.
  10. Wolfe MW, Uhl TIML, Mattacola CG, McCluskey LC. Management of Ankle Sprains.2001;63(1):93–104.
  11. Vuurberg G, Hoorntje A, Wink LM, Van Der Doelen BFW, Van Den Bekerom MP,Dekker R, et al. Diagnosis, treatment and prevention of ankle sprains: Update of anevidence-based clinical guideline. Br J Sports Med. 2018;52(15):956.
  12. Freeman MAR, Dean RE, Hanham IWF. THE ETIOLOGY AND PREVENTION OF THE OF FUNCTIONAL FOOT. J Bone Jt Surg. 1965;47(B(4)):678–85.
  13. Martin RL, Davenport TE, Paulseth S, Wukich DK, Godges JJ. Ankle Stability andMovement Coordination Impairments : Ankle Ligament Sprains Clinical PracticeGuidelines Linked to the International Classification of Functioning , Disability andHealth From the Orthopaedic Section. J Orthop Sport Phys Ther. 2013;43(9):A1–40.
  14. Mckeon PO, Hertel J. Systematic Review of Postural Control and Lateral AnkleInstability, Part I: Can Deficits Be Detected With Instrumented Testing? J Athl Train.2008;43(3):293–304.
  15. Miklovic TM, Donovan L, Protzuk OA, Kang MS, Miklovic TM, Donovan L, et al. Acutelateral ankle sprain to chronic ankle instability : a pathway of dysfunction. PhysSportsmed [Internet]. 2018;46(1):116–22. Available from: https://doi.org/10.1080/00913847.2018.1409604
×