O desenvolvimento de uma nova habilidade pode acontecer através da repetição, por associação de ideias, por tentativa e erro, pela aprendizagem prévia e outras diversas formas. Uma pessoa que treina tocar violão todos os dias com certeza terá o desempenho melhor de uma pessoa que só pratica às vezes, e melhor que o de alguém que já sabe, mas não treina.
Além da aquisição de uma nova habilidade, o mesmo raciocínio se aplica para a modificação de um movimento ou para a recuperação de uma função. Para que possamos ter um bom desempenho durante algum processo de aprendizagem, precisamos de variáveis e de motivação, pois este processo se desenvolve lentamente e depois de muitas tentativas. Ou seja, é necessário treinar muito uma habilidade para que o movimento se torne automático e assim não exija tanta atenção consciente.
É como qualquer coisa que vamos aprender, seja dirigir, tocar um instrumento, falar um novo idioma… Se não nos dedicarmos a repetir uma habilidade até que ela seja simplificada e automatizada, os resultados são ineficientes, porque sem a repetição e persistência não é possível reter as informações necessárias ao sistema nervoso central e adquirir uma nova habilidade.
Assim também funciona um novo pacotinho de aprendizagem, se o paciente não treinar os exercícios prescritos para casa, não vai melhorar a função da queixa e não vai modificar o padrão de movimento que pode ser o mecanismo estressante que causa determinada lesão ao sistema locomotor. Por isso, além da conduta do fisioterapeuta, também é necessário que o paciente faça os exercícios prescritos para casa!