A dor lombar, ou lombalgia, pode ser caracterizada por um quadro de desconforto, fadiga ou rigidez muscular localizada no terço inferior da coluna vertebral com ou sem irradiação para os membros inferiores (1). É um dos problemas mais comuns na sociedade industrializada, com prevalência de 60% a 80% das pessoas em alguma fase da vida; porém observa-se que a origem desta dor não é bem estabelecida na maioria dos indivíduos (2). Esta patologia é descrita como a causa mais comum de limitação funcional em indivíduos com menos de 45 anos e que 30% a 40% dos indivíduos com lombalgia aguda evoluem para a dor lombar crônica (3).
No Brasil, a lombalgia é uma das dores mais incidentes, recorrentes e intensas nas queixas apresentadas pela população de uma maneira geral, caracterizando-se como uma das principais causas médicas responsáveis por abandono de emprego (4). Consome 75% dos pedidos de aposentadoria por invalidez e afastamento do trabalho e está entre as categorias mais caras de compensações por doenças ocupacionais (5).
A Lombalgia
A lombalgia ocupacional apresenta etiologia multifatorial, elevada prevalência e incidência caracterizada por quadro de dor de variada duração e intensidade e dentre as causas da lombalgia destacam-se fatores musculoesqueléticos, como as síndromes dolorosas miofasciais e instabilidades do segmento lombar, fato este que na ausência de alterações da arquitetura óssea da coluna lombar é citado como causa primária de dor lombar crônica. Observa-se, porém, que as dores lombares podem se iniciar durante atividades benignas, de esforço mínimo ou sub-máximo (6).
As principais queixas associadas à dor lombar são diminuição da força muscular, parestesias, incapacidade funcional, alterações neurológicas e deformidades, ocasionando sérias consequências econômicas e sociais.
Fisioterapia como Aliada
A fisioterapia é uma grande aliada no tratamento da dor lombar, pois trabalha analgesia, fortalecimento do core, ganho de mobilidade, alongamentos e na ergonomia em casa e no trabalho. Procure um profissional qualificado para avaliar seus sintomas e indicar o melhor tratamento!
REFERÊNCIAS
- Koes BW, Tulder, MW, Thomas S. Diagnosis and treatment of low back pain. BMJ. 2006; 332(7555):1430-1434.
- Edwin CWL, Ruby LCP, Ai YL, Wai PW. Effects of Pilates-Based Exercises on Pain and Disability in Individuals With Persistent Nonspecific Low Back Pain: A Systematic Review With Meta-analysis. Journal of Orthopaedic & Sports Physical Therapy. 2011; 41(2):70-80.
- Reinehr FB, Carpes FP, Mota, C. B. Influência do treinamento de estabilização central sobre a dor e estabilidade lombar. Fisioterapia em Movimento. 2008; 21(1):123-129.
- Pereira L.M, Obara K, Dias JM, Menacho MO, Guariglia DA, Schiavoni D, Pereira HM, Cardoso JR. Comparing the Pilates method with no exercise or lumbar stabilization for pain and functionality in patients with chronic low back pain: systematic review and meta-analysis. Clinical Rehabilitation 2012 26(1):10-20.
- Calonego CA, Rebelatto JR. Comparação entre a aplicação do método Maitland e da terapia convencional no tratamento de lombalgia aguda. Revista Brasileira de Fisioterapia. 2002;6(2):97-104.
- Sato TO, Vieira ER, Gil HJC. Análise da confiabilidade de técnicas fotométricas para medir a flexão anterior do tronco. Revista Brasileira de Fisioterapia. 2003;7(1):53-59.