Liberação miofascial

Liberação miofascial

Você já ouviu falar em liberação miofascial? Acredito que sim, mas talvez a conheça como “aquela massagem que dói” ou “aquela massagem que dói, mas resolve”, acertei?

Se você já ouviu falar, mas não tem ideia do que se trata, eu vou te explicar.

Por que realizar a liberação miofascial?

Nosso corpo sempre irá buscar a homeostase. Para que isso ocorra, ele utiliza mecanismos de proteção, e um desses mecanismos chamamos de trigger points ou pontos de tensão, que localizam-se dentro dos músculos, nas fibras musculares.

Existem dois tipos de trigger points que são denominados de ativos e latentes. Os ativos, espontaneamente, causam sintomas em repouso ou durante a atividade e podem ser o resultado de uma postura sustentada ou se desenvolver em virtude de um distúrbio ou lesão neuromuscular, cuja ocorrência pode conduzir à fraqueza ou inibição muscular 1,3. Por sua vez, os latentes produzem dor apenas por estimulação mecânica, como pressão direta ou agulhamento.1,2

Os trigger points, normalmente, geram pontos de irradiação de dor, por isso que, muitas vezes, os fisioterapeutas apertam lugares um pouco afastados do local de dor.  Na prática clínica, por exemplo, muitos pacientes reclamam de dores de cabeça em razão do estresse do dia-a-dia, porém, uma das causas delas podem ser pontos de tensão no trapézio.

Atualmente, existem várias técnicas para liberar esse pontos de tensão, que são:

  • Manual

  • Instrumental

  • Agulhamento seco ou Dry needling

  • Hypervolt (liberação por meio da vibração)

 

Se você está tendo algumas dores esquisitas, que aparecem quando realiza algum movimento, ou está sentindo que algo travou, procure o seu fisioterapeuta que, com certeza, ele saberá como sanar essas dores.

Leia mais sobre: Como a fisioterapia ajuda na recuperação muscular?

 

Referências bibliográficas

  1. HALL, Michelle Louise; MACKIE, Angela Claire; RIBEIRO, Daniel Cury. Effects of dry needling trigger point therapy in the shoulder region on patients with upper extremity pain and dysfunction: a systematic review with meta-analysis. Physiotherapy, v. 104, n. 2, p. 167-177, 2018.
  2. Lucas KR, Polus BI, Rich PA. Latent myofascial trigger points: theireffects on muscle activation and movement efficiency. J Bodywork MovTher 2004;8(3):160–6.
  3. Simons DG, Travell JG, Simons LS. Travell and Simons’ myofascialpain and dysfunction. The trigger point manual. Vol. 1. Upper Halfof Body. 2nd ed. Baltimore: Lippincott Williams & Wilkins; 1999. p.11–93.
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